Fisioterapia
Ombro, síndrome do impacto
10/09/2004 - 19h12m
Sindrome do impacto defini-se pela compressão das estruturas entre a articulação do ombro. Devido aos impactos repetitivos do arco acromial (tecido duro) sobre as estruturas moles que estão abaixo (músculos do manguito rotador como subscapular, supra espinal, infra espinal, redondo menor, além da bursa subacromial e cabeça longa do bíceps), podem ocorrer lesões comprometendo a estabilidade, mobilidade e a nutrição da articulacao do ombro.
Um dos comprometimentos é a famosa bursite, ou seja, a inflamação deste tecido mole por esforços inadequados. O individuo refere dor principalmente ao movimento responsável pela estrutura compromentida. Frequentemente quando eleva o braço para o lado, roda para dentro ou para fora e quando é levado para trás (no caso da bursite doi na região anterior e em cima do ombro).
Existem pessoas mais suscetíveis a esta lesão como:
1 - Pessoas acima de 40 anos, devido ao envelhecimento biológico dos tendões.
2 - Instabilidade articular
3 - Presença de Artrite reumatoide.
4 - Pessoas comuns e atletas, que exigem do ombro sem que a estrutura articular e muscular estejam preparada para tais exigências.
5 - Pessoas que realizam movimentos repetitivos e sem uma boa coordenação entre os músculos do manguito rotador e aqueles que sustentam a escápula.
6 - Pessoas com o acrômio curvo ou ganchoso, que aumentam o atrito nas partes moles na articulação.
A incidência da S.I esta cada vez mais freqüente devido a grande publicidade da prática de atividades físicas, em todas as idades, como sinônimo de saúde sem as precauções necessárias para evitar lesões. As pessoas estão praticando atividades físicas sem equilíbrio muscular, não promovendo, assim, estabilidade articular. As pessoas vão fazer musculação e talvéz por serem muitas pessoas praticando juntas, os professores não dão conta de atender todos. Além disso outras pessoas "puxam ferro" sem nenhuma orientação, por exemplo nos condominios residenciais que têm a aparelhagem para a prática da musculação, mas ninguém para orientar.
Quando os movimentos são repetitivos, os músculos acabam fadigando-se, comprometendo a coordenação do movimento levando ao choque das estruturas sem que possamos perceber no primeiro momento. Cuidado! Como o objetivo principal de qualquer tratamento è eliminar a causa da lesão, após o tratamento do processo inflamatório, è necessário dar estabilidade para a articulação, com o fortalecimento muscular.
Normalmente o fortalecimento è indicado através de exercícios com movimentos concêntricos (contração do músculo fazendo-o encurtar) e isométricos (contração do músculo sem que haja movimento articular). Mas nos últimos anos os movimentos exêntricos (contração do músculo fazendo-o alongar) vem sendo alvo de diversas pesquisas na reabilitação, e cada vez mais ganhando importância na fase em que o problema já está crônico.
Cada fase do movimento possui propriedades fisiológicas únicas e separadas, e conseqüentemente, benefícios, vantagens e precauções distintos.
De um modo geral quem quer praticar musculação tem que ser bem orientado e conter sua ansiedade de aumentar a carga e realizar constantemente exercicios que priorizam a resistência dos músculos do manguito rotador e da escápula sempre3 observando se o movimento está sendo bem executado, sem compensações.
Para aqueles que realizam atividades repetitivas no dia-a-dia, as pausas durante a atividade são importantíssimas para fazerem os músculos descansarem e retornar sua função de movimentar e estabilizar a articulação.
Por Rodrigo Rizzo