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“…Quando o Mundial terminar, um manda o outro para o inferno e, pronto, acabou “. Felipão acha que durante a competição um deve tolerar o outro. Quando o Mundial acabar, Seleção de um lado e imprensa do outro. Discordo do bom Scolari. Ouvi dizer que o inferno é assustador. Dunga mandou todo mundo para o inferno em 90 e não acabou. Em 94, erguendo a taça, o capitão Dunga mandou todos para, digamos, o inferno. E não acabou. Na França, Dunga não esqueceu de mandar o pessoal para o inferno. E não acabou. O professor Dunga desse jeito vai lotar o inferno. É verdade, também, que por lá sempre cabe mais um. Depois de mais uma discussão com um jornalista, Dunga mandou todos que estavam na sala, para o inferno. Não foi só para o inferno, não…mas aquele subterrâneo é, entre todos, o lugar mais escolhido quando Dunga resolve mandar alguém. Ah! Mas ele não mandou todo mundo pra lá, dirão os menos atentos. Quando ele disse que o secretário geral da FIFA não tinha o direito de falar da bola pelo fato de nunca ter jogado futebol, o recado foi para todos os jornalistas do planeta. Ele sabia que Jerome Valcke é jornalista. Na última entrevista, quando xingou Alex Escobar, era um xingamento extensivo a todos… O mastigamento do próprio fígado não tem fim para Dunga. Para o treinador da Seleção, pelos indícios, essa trituração com seus dentes, não acabará tão já… Mas, vamos voltar ao destino indicado: o inferno. Quando a Copa do Mundo acabar, com o Brasil campeão ou não, há lugares muito mais atraentes e adequados para refletir o desastre ou a consagração. Já imaginaram? Ir para o inferno e encontrar milhões e milhões de demônios por perto. Só falta passar por lá um ônibus, com a mensagem “Lotado. O Brasil inteiro está aqui dentro”. Pessoas atormentadas, martirizadas… Todas misturadas com jornalistas, treinador e jogadores. Derrotados ou vencedores, todos no inferno, não dá… Eu não aceito a sugestão do professor Scolari. Pelo que dizem, o inferno é muito desorganizado, muito confuso. Alguns estudiosos afirmam que no inferno todo mundo é desassosegado e inquieto. Quer saber? Acho até que quem adora apontar o inferno como destino pós-mundial não vai se sentir bem por lá. Nenhum dos lados vai adorar aquelas profundezas. Felipão deveria ter sugerido um churrasco pós-mundial. Claro, cada lado numa churrasqueira distante. Não no inferno. Há comentários de que no inferno o churrasco não é dos mais agradáveis e a carne queima com muita facilidade. |